A dor lombar tem uma alta prevalência em países industrializados, afetando até dois terços dos adultos em algum momento da sua vida. A dor nas costas está associada a altos custos com cuidados de saúde e apresenta conseqüências econômicas devido à perda de produtividade por causa da dor. Achados em exames de imagem (Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada) como degeneração discal, hipertrofia de facetas, protrusão discal são comumente interpretadas como causas da dor lombar, o que leva muitos a procurarem intervenções médicas e cirúrgicas, porém muitos não apresentam melhora dos sintomas. Estudos prévios demonstraram que achados de imagem de degeneração discal da coluna são também presentes em grande proporção em indivíduos sem dor.
Em um estudo de revisão sistemática de 2014 foram avaliados exames de imagem de 3110 individuos assintomáticos. No estudo, a prevalência de degeneração discal aumentou de 37% nos indivíduos aos 20 anos para 96% em indivíduos aos 80 anos. A prevalência de abaulamento discal aumentou de 30% (aos 20 anos) para 84% aos 80 anos, assim como a protrusão discal que foi de 29% para 43% aos 80 anos. Isso mostra que a degeneração discal é presente em uma grande parte da população assintomática e que aumenta com o avançar da idade. Muitas das características degenerativas são provavelmente um processo natural de envelhecimento e não estão associadas a dor. Claro que deve ter-se uma cautela e esses achados devem ser interpretados no contexto da condição clinica do paciente.
A seguir, uma tabela do estudo ilustrando uma estimativa de prevalência de achados degenerativos da coluna específicos a idade em pacientes assintomáticos

A hérnia de disco lombar (HDL) é o tipo mais comum de doença degenerativa do disco. Ela é tratada principalmente através da cirurgia ou de medidas conservativas.
Em estudos de casos agudos de HDL foram observados que após 2 a 5 anos, havia uma pequena diferença entre os pacientes que se submeteram a cirurgia ou ao tratamento conservador. A literatura tem mostrado que o tratamento conservador tem vantagens únicas, com os sintomas clínicos da maioria dos pacientes diminuírem ou completamente curados após algumas semanas.
Desde 1990, imagens de ressonância magnética e tomografia computadorizada têm mostrado evidências de que o tratamento conservador permite uma reabsorção do disco herniado.
Em um estudo recente de meta-análise de 2017 foi observado que 2/3 das hérnias de disco foram reabsorvidos espontaneamente por conta própria. A maioria em alguns meses e não anos.
A conclusão do estudo foi devido a incidência de reabsorção discal ser 66,66% de acordo com os nosso resultados, o tratamento conservador pode se tornar a primeira opção de tratamento para hérnia discal lombar.

